domingo, abril 08, 2007
sábado, abril 07, 2007
Meu sonho de hoje
Acordei pedindo pra que você não me deixasse, não me deixasse mais dormir. E você só me diz que foi só um sonho. Eu ofegava e você reduz minha irrealidade a uma questão de eu saber controla-la ou não. Eu te peço que me ensine; e a gente combina sonhar o mesmo sonho e controla-lo da mesma forma, na mesma noite, na mesma cama, depois daquela hora. E a gente vai sonhar junto, só pra ver o que acontece.
sexta-feira, abril 06, 2007
Você me olha sério?
quarta-feira, abril 04, 2007
Desafios dos 3 versos *
a garrafa quebrada de raiva
mas seu adeus me corta
muito mais que os cacos
Autotortura
pensar,de brincadeira, você com outra
faz de mim atriz que não sou
de tanto que eu sinto e choro
Amarga Escolha
Dez amores eu quis
mas só a um
dei meu amor
Amálgama
Amálgama
Prata da tua boca
Que eu gosto de provar
Pressão
partículas comprimidas por entre paredes sólidas
vozes que te encostam na parede
você, partícula.
Esperança
Esperança herança humana
Ser outro bicho
me deixaria Desesperada
*Quem quiser brincar de poeta também, entra na Comunidade "Em 3 versos todo um sentimento", no orkut!
Endereço http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=28312853
domingo, abril 01, 2007
Enfim!
http://intermidias.blogspot.com/2007/03/blogs-pr-anorexia.html
Viva, viva viva!!!
A Reportagem sobre o assunto saiu ano passado aqui( com uma foto muito mais ou menos, blagh!):
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=372374
Bom, tem outro sobre a análise das mulheres nas capas da revista Veja, aqui:
http://www.comunicacaoempresarial.com.br/rev_artigos4GinaeRegina.htm
Tou tão felizzzzzzzzzzzzzzz!!!!!!!!
quarta-feira, março 28, 2007
Reprise
de março dos dois anos anteriores? Acabei de descobrir ( e é mesmo uma descoberta), que perdi o som do carro exatamente a um ano, e eu estava tentando resolver a todo custo ( $$$-mesmo) um problema que eu havia gerado. Isso é positivo. Mas eu não soube chegar pro meu pai e assumir meu erro antes de tentar resolver, adiei um diálogo por medo. Isso é negativo. O escrito de 2005 é mais enigmático, diz exatamente isso: "De volta à vida real. Bem vindos." ( Gina cita Gina, que horror!)...acho que pra ter escrito isto eu devia estar voltando de algum dos meus períodos de devaneio.
Engraçado, pra mim é muito engraçado...a conclusão que chego é que, sinceramento, tenho melhorado na vida, e piorado na escrita.
domingo, março 25, 2007
Cinema Hoje...o espetáculo continua?
Atualmente, a internet, os equipamentos digitais e a facilidade de acesso aos filmes e programas de edição causam uma crise de sentido no que seria o cinema. Cinema é um filme produzido em película? Ou vale se for digital transmitido por satélite? Cinema é um filme que experimento numa sala comercial escura comendo pipoca junto com desconhecidos? Cinema é o filme que ainda nem estreou nas salas, mas que eu já “baixei” da internet e vi? É o DVD pirata ou não que eu comprei e que me permite desconstruir o filme, ver o segredos de produção, desmagificar as mágicas? É o filme que eu produzi com minha câmera na mão a partir de uma idéia que tive com uns amigos e joguei lá no youtube ou inscrevi num festival? Onde antes existia uma certeza e uma convenção, um costume e uma paixão, agora existem possibilidades e dúvidas de definição, pois essa afetação das imagens, das narrativas, da metalinguagem filma, gera uma plasticidade diferente, uma interatividade outra. Para mim, cinema é uma criação filmíca que permite estabelecer contato, relação com o(s) outro(s). Como arte, há o criador, que tão logo se torna espectador de sua obra, e os espectadores que recebem este sentimento, esta idéia, que são afetados por ela. Portanto, a meu ver, o cinema está dentro de cada uma das questões acima. Sim, há as questões comerciais, modificações na forma de consumo, e a necessidade de adaptação ás novidades que geram transformações e que surgem a toda hora, mas a essência é essa. Apesar da quebra paradigmática, melhor dizendo, incrementado e desafiado por esta quebra, o espetáculo continua.
sexta-feira, março 09, 2007
Quase lá*
*sim, isto é um desabafo por ter sido reprovada no concurso da Sefaz. Último colocado:199
Gina Emanuela:198. É muito quase pro meu gosto.
sábado, março 03, 2007
Entrelinhas
Ela disse:
_ Não, eu não quero que você goste de mim porque eu sou a única mulher que você tem. Quero que você sinta que pode ter outras, todas a mulheres, e mesmo assim esteja comigo porque escolheu; porque me quis e eu te quis e continuamos nos querendo.
_ Mas é exatamente isso!
_ Então, porque eu não sinto?
Ele deu um suspiro indignado acompanhando de um sorriso, ao mesmo tempo em que levantava os ombros e balançava a cabeça. E a olhou tentando compreender. Não sabia por que ela não sentia. Não sabia por que tinha dias em que ela estava impossivelmente carente, insegura, cheia de questões, tentando encaixar o amor deles em alguma teoria. Ele a amava, ah, como amava. E a olhou mais nos olhos desamparados que já continham o brilho de uma lágrima. Teve o ímpeto de tomá-la nos braços, e carinhá-la tanto, e beijá-la tanto; que qualquer fantasma seu não suportasse tanto afeto e fosse embora pra nunca mais. Mas não fez isso. Não, pois ele queria que ela se tornasse uma forte. Uma mulher forte e segura. Tinha como objetivo tirar dela o que a diminuía, principalmente quando era fruto de uma ilusão maléfica e desnecessária. Jamais negaria apoio e perdões se ela tivesse razão. Porém naquela hora não, por mais que olhinhos dela pedissem.
_ Você não se importa nem quando eu choro.
_ Mas você não tem porque chorar agora, ô meu Deus! Olha..._ disse ele enquanto levantava de leve seu queixo_ Porque você está aqui agora?
_ Porque eu te amo.
_Certo. E porque eu estou?
_Porque você me ama.
_Certo. Porque é assim que tem que ser. Porque temos muita sorte de amarmos um ao outro e podermos estar juntos. Não entendo porque você diz que não sente se você sabe!
Ela engoliu cuspe que tinha na boca, mordeu os lábios e o encarou. Não tinha coragem de lhe dizer que tudo que ela queria agora era que ele a abraçasse, que fizesse carinhos e a beijasse até não ser mais preciso falar coisa alguma, até o amor que ela sabia que ele sentia penetrasse sua pele como calor, um calor que conforta. Considerava um pedido desses uma humilhação, uma súplica. Se ela o fizesse ele a acharia uma fraca, e ela não era uma mulher fraca, só não tava num dia muito bom. Continuou a olhá-lo tentando transmitir sua ânsia através do olhar. Mal sabia que ele já havia percebido e preferido passar por insensível para fazê-la crescer.
_ Você me olha como quem guarda um segredo, menina.
Ela sorriu dando-se conta que tinha um eu te amo com aprendizado de brinde vindo daquela frase. Só então ele a abraçou, a carinhou e etc, etc, etc.
quinta-feira, março 01, 2007
retalhos de um acesso de raiva na madrugada
Se o meu projeto de mestrado fosse sobre isso eu escreveria mais e melhor. Mas é ele o que eu tenho que fazer e isso o que tenho que conter. Mas também soube que faz mal engolir raiva. Porque que a minha cabeça não explode de uma vez por todas? Porque sou tão boazinha e digo que tá tudo bem quando não tá? Não tá. E acabo destratando o pober do meu irmãozinho que só quer ajuda na tarefa. E o rancor sai todo espalhado pro lado errado. A conseqüência é que fico assim, uma salada de raiva, pena e culpa de mim.
Preciso fabricar meu próprio antídoto. É, preciso, mesmo que eu não entenda direito a finalidade da vida. Mesmo que eu não aceite o fato do meu tio está lá naquela cama de hospital. Meu tio pareceu tão debilitado, pareceu tanto com minha mãe...e eu não consigo suportar sem choro nas calçadas uma visão assim. uma lembrança dessas. Então a pessoa envelhece. Ou adoeçe. E outros estão no Banco por pedaços d epapel com valor. ali no Bom de Vera cheios de gula. E outros rezam ali na igreja , Meu Deus!, porque eles também não entendem nada e precisam de uma resposta pra seguir em frente.
Eu também preciso. tanto.
domingo, fevereiro 25, 2007
Conto: Mulher-esqueleto e a solidão
"Era uma vez uma mulher. Ela havia feito alguma coisa que seu pai desaprovara. Nem ela mesma sabia do que se tratava e ele a lançara impiedosamente no mar. Os peixes devoraram sua carne e arrancaram seus olhos e ela ficou lá pobre esqueleto a rolar com as correntes. Um dia um pescador solitário veio pescar naquela baía. Seu anzol foi descendo e descendo e ele encontrou algo. Deve ser um grande peixe, ele pensou. De fato era tão grande o peso daquilo que ele pensava ser um peixe que quando mais ele lutava mais aquilo se enredava na linha da rede que ele lançara ao mar. De repente ele se voltou para olhar a rede e deparou-se com aquele esqueleto, horrível. Ele a soltou do barco sem reparar que estava presa e remou, remou, desesperadamente para terra. Ao descer do barco ele verificou que aquela terrível coisa o acompanhara. Ele corria para casa e o esqueleto vinha atrás dele, ele gritava e ela o acompanhava, o tempo todo ali, enredada na vara de pescar. Finalmente ele chegou a seu iglu e atirou-se no chão, sentindo-se finalmente seguro. Então, ele acendeu sua lamparina de óleo de baleia e ela estava ali, jogada, amontoada num canto, um calcanhar sobre um ombro, um joelho preso nas costelas. Ele teve novamente medo, mas algo lhe aconteceu. Talvez fosse a expressão do esqueleto, se é que podem ter expressão. Talvez fosse a solidão em seu peito. O certo é que ele teve compaixão daquele ser e lentamente começou a desenredá-la. E cantava, cantava. Depois ele a cobriu com ternura. E ela pensava o tempo todo que queria ficar ali, aquecida, cuidada como jamais o fora. O homem teve sono e dormiu e enquanto dormia uma lágrima correu de seus olhos, talvez provocada pela compaixão, talvez provocada pelo coração finalmente pleno. A mulher-esqueleto viu a lágrima e aproximou-se, e bebeu a lágrima e quanto mais bebia, mais lágrimas saíam. Ela saciou sua sede de anos. Ela estendeu a mão e retirou de dentro do peito do homem seu coração. Ela começou a batucar nele pedindo por carne. Tum, Tum, carne, carne ela cantava em voz alta. E seu corpo miraculosamente se enchia de carne. Quando finalmente recobrou seu corpo ela devolveu o tambor ao homem e deitou-se a seu lado. Pela manhã eles acordaram juntos e abraçados e não separaram mais."
Este é um conto do povo Inuit - tribo do Canadá - de rara beleza que fala do maravilhoso sentimento da compaixão, compaixão que pode preencher o coração do pescador solitário e devolver a vida a uma mulher abandonada pelo pai à própria sorte. Fala da capacidade de olhar para elementos estranhos vindos do inconsciente - das profundezas do mar - através do amor. Amor pelo que não é tão bonito em nós, amor pelo que não é tão bonito nos outros.
Associamos o conto aos florais do grupo da solidão para pessoas que ficam isoladas: Impatiens, Heather e Water Violet que nos falam, em desarmonia, da incapacidade de olharmos para os outros com olhos regidos pelo coração. Em Impatiens porque estamos preocupados demais com a lerdeza do outro, temos pressa, muita pressa, não teríamos paciência para desenredar o pobre esqueleto! Em Heather porque queremos apenas falar de nós, porque não queremos ficar sozinhos, porque temos um buraco dentro de nós mesmos que não sabemos preencher, porque estaríamos preocupados com nosso próprio sofrimento e jamais com a pobre mulher-esqueleto! Em Water Violet porque não sabemos nos doar e nos distanciamos das pessoas, jamais compartilharíamos de nosso coração e de nossas lágrimas com outro ser! Em harmonia, porém, encontraríamos alguém com quem compartilhar nossa vida, uma mulher-amante, companheira para sempre. Encontraríamos alguém para que, batendo em cadência, as mínimas batidas de nosso tambor-coração se transformassem em louvor ao nosso irmão e a nós mesmos.
Mariza HelenaRibeiro Facci Ruiz
Practitioner pela Dr. Edward Bach Foundation
Fonte: http://www.jperegrino.com.br/Florais/mulher_esqueleto_e_a_solidao.htm
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Pega-pega ou João-ajuda?
Depois fiquei pensando se essa brincadeira era melhor, por estimular o espírito de solidariedade ou
se era mais perversa que pega-pega, porque no final das contas estarão todos os brincantes reunidos no sentido de pegar aquele um que sobrou...
O mais esperto. Agora, se vira.
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Intuição
Não preciso me enxugar ao sair do banho se estiver com calor. E não há nada demais em sentar de frente ao ventilador, por mais que me digam o contrário. Sei o que me agrada. Sei que me desagrada a percepção de coisas nascentes, ainda tênues, ainda tão sutis. Sexto sentido feminino? Não me importo. Pra você pode ser mérito. Mas eu, eu não gosto de saber ver tanto e ser condenada a sentir antes do tempo. Bom ou ruim, que seja a seu tempo. Ou continuará a me acompanhar aquela incômoda sensação de descompasso com o mundo. Mundo devagar! De vagar depois de mim.
quarta-feira, janeiro 24, 2007
Ter ou não ter namorado, eis a questão
Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil.Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.
Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado que confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.
Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido.
Artur da Távola
domingo, dezembro 31, 2006
quinta-feira, dezembro 21, 2006
...
se vocêquando as ler
vai pensar racionalmente?
Porque, então, me desmanchar em doces e eternas declarações?
Se você vai querer
verificar-lhes a aplicabilidade em qualquer situaçãoa qualquer tempo...
Pra quê juras?
Se vai tentar espremer minhas apaixonadas palavras
Até conseguir deixá-las secassem uma gota sequer do mais puro amor...
Um eu te amo hoje lhe basta
É tão suficiente que quase transborda
E tenho que ficar me contendo
sem querer
sem te dizer os exageros que preciso dizer
só porque ninguém sabe o que no futuro será verdade sobre nós
Não, eu não mesquinho amor
só de tentar me dói
Delimitar? Não! Des-limitar...
Sim.É um erro achar que qualquer coisa se esgotou, que qualquer um é o que é. E pronto. A pessoa que você mais conhece, o tempo muda, e é seu dever reinterpretá-la. Porque se não.
quarta-feira, dezembro 13, 2006
Ô Mãe ...
Cadê tu?
Pra me dizer
O que fazer
Pra me fazer obedecer
Que hoje é ruim
Ser livre e jovem
Cadê tu?
Pra me mandar
E eu fazer o contrário
Pra eu me danar
E sentir prazer de desafio
Pra eu supor escolha
E achar bom viver
Que ser jovem é tudo poder!
Ô Mãe
Mas isso é mentira
sábado, novembro 25, 2006
quarta-feira, novembro 22, 2006
Esperamos que passe ... ou não
O "x" da questão é saber identificar o tal do pico.
tou achando meu pico altamente maleável . Argh!
segunda-feira, novembro 20, 2006
Papo filosófico
Ou
Será que a liberdade é apenas o desconhecimento das causas que nos levaram a agir determinada maneira, como diz Spinoza?
...são questionamentos que retornam inesperadamente em uma noite de domingo, quando não se faz o de sempre, quando se conhece gente nova, e gente boa. Questionamentos que não eram pra vir agora, e não se pode deixar pra depois.
?
terça-feira, outubro 31, 2006
Te amo tempo
E quando for tarde eu já fiz o que era pra ser. Eu sei.
sexta-feira, outubro 27, 2006
Não sei o autor
Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.
Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?
Quero que me repitas
até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.
Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre,
isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor saltando da língua nacional,
amor feito som
vibração espacial.
No momento em que não me dizes:Eu te amo,
inexoravelmente sei que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.
Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.
segunda-feira, outubro 23, 2006
Cumprindo
" Eu só busco o meu bem desde então. Não que eu faça isso às custas do mal alheio. O que eu digo é que não vou mais procurar atingir algo que considero bom pra mim utilizando mal os métodos. Os fins não justificam os meios. A minha felicidade eu crio dentro de mim, pra externar. E não hei de ser o que os outros querem, e sim o que eu "
quarta-feira, outubro 04, 2006
Escolhas
quinta-feira, setembro 28, 2006
Oração dos Estressados (Luís Fernando Veríssimo)
coragem para mudar as coisas que não posso aceitar,
e sabedoria para esconder os corpos daquelas pessoas que eu tiver que matar por estarem me enchendo muito o saco.
Também, me ajude a ser cuidadoso com os calos em que piso hoje,
pois eles podem estar diretamente conectados aos sacos que terei que puxar amanhã.
Ajude-me, sempre, a dar 100% de mim no meu Trabalho:
12% na segunda-feira,
23%, na terça-feira,
40% na quarta-feira,
20% na quinta-feira,
5% na sexta-feira.
E, ajude-me sempre a lembrar, quando estiver tendo um dia realmente ruim...,
e todos parecerem estar me enlouquecendo...,
que são necessários 42 músculos para socar alguém, 1
7 para sorrir
e apenas 4 para estender meu dedo médio e mandá-lo tomar no ...
Que assim seja, Amém......
domingo, setembro 24, 2006
David 24h
eu quero David em pasta pra escovar os dentes
e grãos de David para pôr no café
quero dirigir o David quando for pra aula
entrar no David ao abrir a porta
por o David nos olhos pra enchergar melhor
e estudar o David todinho em milhares de páginas
Eu quero olhar pros ponteiros do David enquanto o tempo passa
Quero mastigar o David ao meio-dia
e engolí-lo com a ajuda do David em forma líquida
Ao ligar a televisão, assistir o David
Ao ligar o som, escutar o David a cantar
Acessar o David inteiro no infinito da internet
Eu quero continuar olhando pro David enquanto o tempo passa
Porque a noite
Eu quero me banhar de David
Vestir o David pra ficar bonita (pro David)
e passar o David na pele pra ficar com cheiro seu
Eu quero olhar pro David enquanto o David não chega
Mas graças a Deus que não é assim
bem do jeitinho que eu quero
Porque, em sendo, eu já já enjoaria do David
E só ia querer o David pra por num envelope e mandar pro fundo do mar
até ele dissolver todinho
É bom do jeito que é
Tendo um David só
Mas em carne e alma
Toda vez que ele me chega
pra eu amá-lo
inteirinho
quinta-feira, setembro 21, 2006
O Amor , segundo Paulinho Moska
quinta-feira, setembro 14, 2006
terça-feira, setembro 12, 2006
Pesado elo
segunda-feira, setembro 11, 2006
domingo, setembro 03, 2006
“É só o amor que conhece o que é verdade”
Plena, é assim que me sinto agora. Como se nada me faltasse. Como se eu jamais tivesse duvidado da existência de Deus. Como se a verdade tivesse se despido sem vergonha na minha frente, com um sorriso tranqüilo e sem a malícia de me culpar com o olhar por tantas vezes eu ter sido tão tola. Porque ela podia, bem que podia me discriminar ou ter me dado um belo tapa na face pra eu acordar, mas não o fez. Preferiu vir serena e me fazer chorar não de dor e sim de alegria. Plenitude. E agora me é tão nítida a essência das coisas _ passamos um pelo outro e a gente não se esbarra, se cumprimenta. Penso nas tantas coisas sem sentido e sem retornos nas quais nos apegamos buscando consolo, só porque nos falta amor. Não, amor nunca falta, o que nos falta exatamente é a capacidade de se deixar amar sem máscaras de amar apesar (e através) de todas as coisas. Hoje vejo as pessoas passando em câmera lenta, com suas faces que carregam as mais diversas expressões e consigo perceber quem afunda e quem voa. Porque o mundo é cruel e difícil e é preciso carregá-lo como um fardo para ele não ficar zangado e não lhe maltratar mais. Porque, já que o mundo é cruel e difícil, vamos fazer-lhe o favor de não perturbá-lo com tantas pisadas; e sim tratar de lhe jogar do alto muito afeto, como se fosse chuva, pra ele sarar.“O mundo tá muito doente”
Gostei quando ouvi alguém dizer que acorda todo dia como se fosse de propósito. Inversão inteligente. Estou acordada, quase todos dormem. Alguns roncam. Mas não adianta fazer barulho; a cada um, uma hora, a verdade irá beijar.
quarta-feira, agosto 30, 2006
sábado, agosto 26, 2006
Coisinhas proibidas
domingo, agosto 20, 2006
Sim, é a palavra de ordem
Eu adoro quando eu me sinto renascer. Tudo é uma descoberta maravilhosa.
...
Sim. Subi novamente todo o pêlo do coelho e aguardo sem pressa uma nave espacial, porque serei também habitante do asteróide B-614.
quinta-feira, agosto 17, 2006
Pense Nisso
terça-feira, agosto 15, 2006
Re _____ star
quinta-feira, agosto 10, 2006
Mudando de fase?
Nem bem completara dezoito anos, entrou na Faculdade. Tão jovem ainda, o menino. Mas já acorda cedo da matina para não pegar ônibus lotado; pois detesta aperto, suor e forró. O curso? Direito. mais por pressão que por escolha, que é difícil encontrar gente nessa idade que saiba o que quer. Bom, é verdade que em qualquer idade é difícil saber o que se quer, mas depois de certa idade se finge. É adulto ser determinado. Muitos deixam mesmo é a vida os levar pra onde quer que seja e depois olham pra trás e têm a petulância de dizer que "foi assim que eu quis", enquanto a alma se afoga em infelicidade.É adolescente ser influenciável; e poder culpar os outros. E é infantil assumir que tudo no mundo nos deslumbra, que é impossível e doloroso deixar coisas também boas pra trás. Dizem por aí que só as crianças são sinceras. Mas voltemos ao nosso ingressante no curso superior, por acaso meu irmão. Talvez ele pense que sua nova situação já lhe vista, por conseqüência, de superioridades e poderes os quais não tinha antes. Ilusão boa. Também a tive. Tomara que perdure até se tornar uma verdade. Eu lhe desejo é sorte, das boas.
terça-feira, agosto 08, 2006
Por tantas vezes ...
hora, aperta os olhinhos pra me sorris e está tudo bem. Não pode ser assim. Não posso me submeter às suas ousadias, mesmo que sejam apaixonantes. Vai passear pra eu sentir falta. Deixa também eu entrar em ti e te enrubescer o cérebro. Confessa-me que teus dedos ficam perdidos se não estou bem aí para você me tocar e que seu inspirar é sempre uma busca pelo meu cheiro que você tanto gosta. Sendo assim, cada encontro é inteiro e parte essencial de um único e vital; pois nossas mentes param para sermos um do outro. E só.
sábado, agosto 05, 2006
Minha sorte
Por vezes conto segredos a gente que talvez nem queira saber. Mentira, sempre querem. A palavra é "deva". E quem merece está ficando surdo de tanto aprender a não ouvir o que não falo. Me acho tão transparentemente telepática. Será por isso que julgo meu silêncio tão carregado de comunicação? Tão mais que eu?
Talvez aquela lágrima que vez em quando se repete seja meu pensamento tentando se exibir sem permissão. Verdade ou vaidade. Ou saudade.
Mas sempre puxo um canto da boca pra cima, porque tou aprendendo a desenhar.
É, eu sou feliz e introspectiva. Será isso?
terça-feira, julho 18, 2006
Dia 18
Mainha ,Hoje é seu aniversário; 55 anos você faria caso estivesse aqui neste planeta absurdo e nós faríamos uma grande festa. Fossem outros os tempos, tentaríamos despistá-la para fazer uma surpresa, e vc fingiria que não sabia de nada pra nos agradar enquanto tentávamos agradá-la. Se você já estivesse doente a festa ia ser mais intensa, com ar de saudade, com o medo e a quase certeza de que seria ela a última, como foi a última. E você, mais triste que feliz, faria um esforço estrondoso pra não chorar sua própria vida indo-se em mais um ano de lutas. E olharia-nos com seus olhinhos que haviam ficado maiores, porque seu rosto estava mais magro e suas sobrancelhas haviam quase desaparecido. E pelo seu crescido olhar ia querer transmitir todo o amor que sempre nos teve, prometendo que sempre o teria, estivesse onde estivesse. Mas eu ia ver, eu ia ver a apreenção que você tentava disfarçar porque o medo que sentia da morte não devia ser nosso, e sim só seu, visto que só você se ia e teríamos que, corajosos, continuar. Ia ser uma festa estranha, de dúvidas e desesperos existenciais mal dissimulados em afetuosas demonstrações de força. Onde você está agora? Onde você está agora, como vocês comemoram os anos? Há tempo? Adianta se eu lhe levar algumas flores no túmulo? Pode sentir o amor que lhe dou com elas, onde está? Caso possa, tenho certeza que pode também ler o que ainda não sei escrever. Feliz aniversário, mãe. E tudo que tiver embutido nisso.
Sempre sua ,
Gina
Ps. O pai acabou de chegar com as flores
sábado, julho 15, 2006
Sutilezas do Cuidado*
Ela estava deitada, com os olhos fechados, corpo e alma prestes a se encontrarem na ante-sala do sono e darem-se as mãos para seguirem rumo à este desejado mistério. O livro já dormia, com todos os seus personagens abandonados sobre seu seio, á mercê do sobe e desce de seu respirar. Foi quando ele abriu a porta e olhou longamente para a filha. Acabara de saber de outrem que ela estava adoentada e por isso não tinha ido ao trabalho. Ia reclamar-lhe por ela não ter avisado; já dissera-lhe mil vezes que ao menor sinal, que não era pra ter medo de médico e outros tantos quês. Mas quando a viu ali, adormecida, a respiração levemente ofegante; calou-se antes de começar a falar. Aproximou-se. Colocou o dorso da mão sobre sua testa suada e constatou uma tênue febre. Decidiu-se por não incomodá-la. Procurou um ventilador, posicionou-o defronte à moça e procurou pacientemente o melhor ângulo para o vento refrescar-lhe o corpo. Quando achou que estava bom, dirigiu-se novamente para porta, abriu-a e. . Abriu-a e antes de sair , fechando-a, olhou pr´aquela filha. Ela podia sentir aquele olhar. Podia vê-lo, mesmo estando com os olhos fechados. Era um olhar de tanto amor, tanto amor que continha medo. Ela gostaria de ter visto de verdade o olhar, antes de ser comovido pelo medo, mas ficou o tempo todo com os olhos cerrados. Ele fechou a porta afinal. E foi-se sumindo com o barulho de seus passos no corredor. Ela abriu os olhos e olhou para o teto. O sono havia passado completamente. Pegou o livro e recomeçou a leitura; as páginas agitadas pelo vento. De vez em quando era bom ficar doente.
*texto republicado do ex-blog www.ginaemanuela.blog.uol.com.
quinta-feira, julho 13, 2006
Tudo que eu menos quero agora é um guerra
mas, pai, se você fosse meu filho
eu também ia preferir saber
que quando eu parti
você estava em um lugar seguro...
segunda-feira, julho 10, 2006
Quando não se espera
*Filmes: Nu em Nova York e Click
sexta-feira, julho 07, 2006
França elimina brasileiro de vez
Ps. e o que mais em dói é o Zidane dizer na TV que a gente só pode ser muito bom em futebol, porque a gente não estuda.
quarta-feira, julho 05, 2006
segunda-feira, julho 03, 2006
Divagações sobre a Copa
quarta-feira, junho 28, 2006
Dica Boa
*ontem mesmo tive uma surpresa ótima. Ótima.
domingo, junho 25, 2006
Um certo atraso*
* texto republicado do meu antigo blog ( 21 anos e Paranóias - www.ginaemanuela.blog.uol.com.br)
sexta-feira, junho 23, 2006
Dá licença 2 :)
Não existe

Não existe mesmo, nada melhor do que chegar na calçada da tua casa e te ver vindo ao meu encontro, com o seu cabelo enrolado e meio despenteado, a barba por fazer e com o violão nos braços. Só de lembrar, torno a sentir o arrepio que percorre meu corpo, quando eu te vejo vindo, vindo e cantando, me convidado com os olhos pra entrar, que sou sua. Não existe, nem poderá jamais ser inventado, lugar melhor que os seus braços. È dentro deles que eu sou, que eu sinto, que me conforto. É tão bom ser gente quando estou contigo, que agora acho que tudo no mundo é paranóia, menos nosso encontro. Porque só de lembrar choro por você não estar aqui e quero tanto um beijo, meu amor. Não diga mais nunca, nem brincando, que não acredita quando eu falar que estou morrendo de saudades. Morrendo.
segunda-feira, junho 19, 2006
Quando bate ...
Podemos ainda considerar que havia, e isto talvez seja o principal, havia a situação em comum pela qual ambos passavam naquela repartição. Sabiam que aquele não era o lugar deles, que não estavam completamente ( nem mesmo inclompletamente) satisfeitos e que cedo ou tarde teriam de partir. Ou enlouqueceriam. Ou pereceriam. O engraçado é que sabiam disso antes de se conhecerem. Mas antes sabiam com menos força e por vezes até esqueciam, visto que esta idéia não encontrava nem espaço, nem corpos, nem mentes para propagar-se. Por isso, logo que se viram, na primeira troca de olhares se sentiram cúmplices. Ampararam-se um pelos braços do outro da queda vazia que tinha sido suas vidas até então. É óbvio que se apaixonaram; talvez pelo reflexo que conseguiam ver de si no outro. O fato é que ela se apaixonou mais e ele se assustou e pediu férias. Férias de um emprego insatisfatório junto com as férias de um amor com o qual não sabia lidar. Ele deve está a surfar, pois pediu férias. E a pobre está pra morrer agora.
sexta-feira, junho 16, 2006
Quando eu me sinto assim
quinta-feira, junho 15, 2006
Fenômeno - Frases ´*fenomenais* que ouvi durante o jogo do Brasil

No inicío:
"Ronaldo, gordinho"
"Gordinho não, gordão, nem corre"
Algum tempo depois:
"O Brasil tá jogando só com dez"
Quando o Ronaldo não estava sendo filmado:
"O Ronaldo deve tá sentado lá no meio da quadra, descansando"
Algumas mulheres se compadecem:
"É muita energia negativa em cima do bichinho"
"É mesmo, má vibrações não ajudam"
Um homem ironiza:
" Vai magrinho, etiópio, confio em você"
Mulheres:
"Olha a carinha dele, chega está triste"
Homens:
"Deve ser fome"
Alguns analisam do ponto de vista mercadológico:
"O Ronaldo só tá jogando porque a Nike é que manda neste jogo e na copa todinha"
Quando o Ronaldo foi substituído:
"Ainda bem"
"Agora sim, vai merendar!"
"Tadinho..."
É, mas mesmo assim não teve nenhum gol. Óbvio que vou defender. Tenho horror a esta sociedade que martiriza os gordos. Eu, e pelo jeito, as mulheres que assistiram o jogo comigo, porque a gente é que sofre mais com a cobrança social. Por isso, no que diz respeito a forma, torço pelo Ronaldo. Mesmo que pra determinados esportes a leveza seja quase fundamental. Q_ U_ A_ S_E, e nisto cabe um universo de possibilidades que ultrapassam nossa limitade percepção.
Talvez existam motivos não tão bonitos quanto a confiança do Parreira na capacidade do Ronaldo para que ele seja titular da seleção. A causa pode ser mercadológica, por ele ser garoto propaganda da Nike, e se for, isso é condenável. Feio. Mas , limitando-me ao fato de o condenarem pela gordura, eu o defendo. Óbvio. E não digam q isso é ressentimento por eu não estar na minha melhor forma :-)
segunda-feira, junho 12, 2006
Eu sou de nós dois
domingo, junho 11, 2006
sábado, junho 10, 2006
Historinha: A gotinha que queria ser mais
acontecimento e, com isso, arrumando diversas confusões. Não percebia que é isso que a vaidade gera. Sinceramente gotinha, eu acho que você deveria reduzir-se a sua insignificância.
quarta-feira, junho 07, 2006
Ela o fez até tomar banho
Só porque ele tinha só dez anos não significava que não pudesse de apaixonar por uma moça de dezessete anos. Ela era tão linda! Tão legal! E ele estava prestes a completar onze anos, daí iam ser apenas seis anos de diferença...isso daqui a uns vinte anos ia ser quase nada. Ele com 31, ela com 37 e linda como sempre; eles casados, felizes para sempre. sei lá que se passava pela cabeça dele, mas que tava caidinho, ah estava!Engana-se quem pensa que criança não ama de verdade. Ora, se até muda por causa da paixão! Ele nem gostava de tomar banho, todo dia era uma luta : o pai pedia, o irmão mais velho gritava, mas não tinha jeito, várias vezes o menino ia dormir imundo de sujo. Pois não é que quando conheceu a moça vivia limpinho?! Era só ela inclinar a cabeçinha e perguntar se ele havia se banhado que ele corria acima as escadas e voltava com um cheiro! E ela lhe dava um cheiro! E a noite estava ganha...
Não importava mesmo que ela tivesse namorado e que ele conhecesse e até simpatizasse como namorado dela. Ora, o namorado morava no mesmo prédio e foi graças a ele que a linda moça tinha ido parar por lá. O garotinho era muito era agradeçido ao namorado da moça por este trazer-lhe tal preciosidade. E o amor que ele a tinha não ardia em ciúmes e contentava-se com um abraço quase fraternal, quase maternal; com um sorriso; com uma demostração de cuidado; com um mínimo de atenção feminina.
É, ele não tinha mais mãe e a irmã dele sou eu.
sexta-feira, junho 02, 2006
Reencontro

Fazia tempo que não o via, e de novo foi bom. Ela tinha tanto medo que
a distância tivesse levado algo, tremia só de pensar revê-lo e serem tomados
por aquele silêncio constrangedor, aquele sorriso amarelo, aquela falta de criatividade no diálogo. Mas foi tudo medo bobo. Lá estava ele, o mesmo ele, só que careca. E ele viu a mesma ela, apesar dela está uns 10 quilos mais gorda. Ela riu porque ele pôs a camiseta que ele mesmo havia pintado, só pra ele ver e elogiar. O silêncio, ao invés de constrangedor, foi denunciador e cheio de entendimentos. Pensavam ambos em como era bom quanto estavam juntos, mas que era-lhes impossível ser mais próximos. Algumas coisas têm que ser assim,
e havia algum encanto nisso. Os sorrisos foram de um alívio contido, pois ao sorrirem recorriam-lhes os pensamentos de que a presença de um ao outro era mais agradável do que poderia ser. E todo mundo sabe, quando se pensa que é feliz, arranja um problema e um meio de deixar de ser tão. O papo propiciou-lhes, como ele gostava de dizer, prazer intelectual. Mas eles sabem que foi bem mais do que isso. No abraço de despedida quase não se largaram, mas uma hora ela se foi pra não sei quando.
domingo, maio 28, 2006
Conquista Lúdica
segunda-feira, maio 22, 2006
Pra quem polui as praias
sexta-feira, maio 19, 2006
Raquel e a Agenda

Raquel faz agenda. Ela diz que faz agenda pra se organizar, ou ao menos pra tentar. Marca os compromissos, como se inscrever na pós-graduação do curso tal e buscar a mamãe na Faculdade; as datas especiais, como os aniversários dos amigos e, é claro, os acontecimentos marcantes, como aquele encontro romântico. Mas suspeito que ela faz agenda pra sentir-se no mundo, ser atuante ao passar dos dias nos quais ela escreve o que fez e o que ainda falta fazer. Raquel deixa de escrever apenas quando viaja, que é quando ela deixa a agenda em casa e trata só de viver. Mas ao voltar e ver as páginas em branco, ela sente uma saudade tão vazia que se pergunta se viveu de fato aqueles dias. Não fora um sonho os bons dias que viveu em outro lugar, sem tempo e sem agenda? Incrível como fazer agenda dar à Raquel uma sensação de pertinência mundana e de utilidade. Ora, se escreve que tem que pegar o irmão no colégio, é porque é algo seu e a isso atribui valor. E nisso se cria uma ilusão tão necessária de importância. Além da transcendência que se sugere, pois quando Raquel não estiver mais aqui, seus escritos hão de estar. E os mais íntimos vão pegar sua agenda, folheá-la e sentir a Raquelzinha naquelas palavras. E sentir que ela era tão boa! Outras vezes tão boba que sentirão vontade de abraçá-la e não poderão mais fazê-lo. Tão ocupada era nossa Raquel e se preocupando se me ofendi quando ela me disso aquilo? Como pode?! Eu mesmo nem lembrava mais. E vão manchar de lágrimas os escritos da moça, num misto de ternura e culpa. Pois a Raquel, que agora é lembrança, lembrou.
quinta-feira, maio 18, 2006
(IR)REALIDADE
Acabou-seDentro d´água
Adicione o pó
Beba logo
Acabou-se
Tudo é tão instantâneo
Que parece irreal
Sim
Porque a realidade precisa tempo pra ser arraigada ,vivida e entendida(?)
Temos de sentí-la como um tremor sob os pés
Aprendermos a nos equilibrar
Caminhar entre suas fendas
Tê-la e ser dela
Seja como vier
Pra depois, insatisfeitos, tentarmos mudá-la
Seja como for
Mas tá tudo tão
Tão efêmero
Bolha de sabão
Reluzente e ascendente
Que logo já não é mais
Tudo tá tão instantâneo
A situação vem e se dissipa
Num ritual quase virtual
Aquele beijo, àquela noite, você chegou a me dar?
Beijo em pó que minha saliva dissolveu
Me sinto a flutuar
Sem o alívio que isso dá
Como um ateu às beiras da morte
Fica o vazio
terça-feira, maio 16, 2006
Pra você ver
_ Olha o carneiro!
Eu quase morri de rir, juntamente com o restante dos amiguinhos. Também ia às gargalhadas quando algum gaiatinho da sala respondia "presidente!" ao invés de "presente" na hora da chamada. Eram tolices que me faziam feliz.
Se hoje em dia eu presenciasse qualquer dessas situação, provavelmente ia olhar pra quem gritou a besteira com uma cara repressora de ponto de interrogação. Talvez até balançasse a cabeça negativamente, se encontrasse olhares cúmplices no ambiente. E o coitado ia ficar morrendo de vergonha pra aprender que isso não é coisa que se faça.
Pra você ver como a gente incorpora valores e partir deles julga as pessoas.
Pra você ver como a gente muda com o tempo, nem sempre pra melhor. Pra você ver como são as coisas. Pra você ver.
domingo, maio 14, 2006
.Mãe. .Mães. .Gosto de Filha.

Não sem um ponta de melancolia
Hoje te sinto
Mãe
Mas não sinto em falta
Sinto-te forte
Presente em todas as mães do Universo
Na beleza das energias harmônicas
Dos pensamentos bons
Na força da mãe Natureza
Porque sua alma se expandiu
E a minha segue-te e se expande além
Sou infinitamente filha
E sinto gosto de filha
sexta-feira, maio 12, 2006
O que se vai

Caminhava e caminhava. O vento teimava em levar seus cabelos d´ouro para o lado oposto. A areia penetrava-lhe entre os dedos dos pés que de vez em quando eram banhados pelo mar. Seus pés estavam salgados.Sim. Mas ele nem estava lá para sentir. Como era bom aquele tempo em que ele, meio brincando, ajoelhava-se e beijava cada um de seus dedos. Depois levantava-se, arrodeava-lhe o corpo de maneira a ficar de frente para as costas dela, afastava-lhe o cabelo da nuca e desabotoava seu colar. Só então completava a volta em torno do corpo da bela moça e quando estavam frente a frente punha o colar sobre seus loiros cabelos, como que a coroá-la. Como era bom nestes momentos ter como trilha sonora o silêncio mútuo entrecortado por uma ou outra risada de prazer e estranheza. Mas agora ela caminhava na praia. E ele não estava lá. Era uma independência que ela não queria e tinha enquanto pensava na efemeridade de qualquer coisa. Daquele graveto que agora via e que um dia fora árvore de vida. Pegou-o pela mão, textura de toco molhado não era das suas preferidas, mas ainda assim agachou-se para rabiscar na areia. Um nome. Não o dela. Não o de um par romântico que ela ainda gostaria que existisse. O dele, apenas. Porém, a doce ilusão de presença trazida pelo nome escrito a seus pés na areia pouco durou. Uma onda que ninguém chamou veio e consigo o levou. Ela sorriu melancólica, como se tivesse captado alguma verdade escondida da existência. Caminhava e caminhava.
quinta-feira, maio 11, 2006
sábado, maio 06, 2006
Zé Boquinha
_ Meu filho, se não está se sentindo bem, não se acanhe : vá ao banheiro e ponha o dedo na goela.
Ao que ele instantaneamente respondeu:
_ Minha senhora, se aqui coubesse meu dedo eu comia era mais uma coxinha.
Pois é.
sexta-feira, maio 05, 2006
Banabuiú _ O Vale das Borboletas
O nome Banabuiú é de origem tupi e significa brejo ou pântano das borboletas. Entender o seu real significado não é tão simples. Há tantos mistérios escondidos em Banabuiú quanto as metáforas dos poetas violeirosQuem primeiro habitou essas terras foram os índios tupis. Há muito tempo, antes dos brancos invadirem, muito mais de 500 anos, num tempo perdido no tempo. Haviam milhares de tribos de índios margeando o rio Banabuiú. O lugar era propício a vida, com água limpa, com fartura de pesca e caça.
O nascimento de um índio era rodeado de rituais de preparação. As mulheres que esperavam o rebento eram pintadas com as marcas da fertilidade, enfeitadas com as mais lindas penas e pedras. O dia do nascimento era o início de uma grande festa que durava uma semana. O pai oferecia a toda tribo suas caças e pescas para um banquete ao redor da grande fogueira.
O ritual do nascimento ainda não estava completo até que acontecesse o primeiro eclipse. Somente na noite da grande escuridão é que as crianças eram iniciadas e se tornariam seres especiais. As mães preparavam um cesto feito de cipó e colocavam confortavelmente suas crias dentro. Os pais pintados para o ritual seguiam com os cestos para a margem do rio. Dançavam ao redor dos cestos com tochas entregando os pequenos índios à proteção da deusa Amanaiara. Seguiam para a alma do sertão.
Era então uma questão de tempo. Quando a lua escondia-se na sombra da Terra e se ocultava a natureza se transformava. Os pássaros inquietos faziam burburinho nas árvores. Os bichos se alteravam. E exatamente nesse momento surgia da escuridão uma borboleta. Grande como poucos pássaros, reluzente que parecia ter luz própria. Cortava o céu com um balé incrível deixando o rastro de sua luz no breu.
Ela era a guardiã do vale. Assim, a Borboleta mergulhava nas águas do rio e abraçava a criança na cesta tornando-o também guardião do rio. Essa história está desenhada nas pedras que os índios deixaram pintadas. Muita gente até já viu a Borboleta, as vezes ela é confundida com disco voador. Isso por causa do seu tamanho fora do comum. Agora que você sabe o que significa Banabuiú, saiba que ainda estamos naquela tribo e você é guardião desse lugar. Proteja-o.
Autor Desconhecido , Fotografia de Thiago Braga
quinta-feira, maio 04, 2006
domingo, abril 30, 2006
O almoço
sábado, abril 29, 2006
quinta-feira, abril 27, 2006
Coisa de Mãe
_Alô?
_ ---
_Oi. Onde você tá?
_ ---
_Tá com quem? Fazendo o que?
_ ---
_E o que é que você quer?
_ ---
_Hum...
_ ---
_Não meu filho, jamais que eu ia lhe negar um prato de comida...
_ ---
_ Isso pode vir pegar que vou pôr pra você. Ó, mas quando chegar fique no portão. Vou mandar a Juliana ir deixar o almoço, eu não quero lhe ver não.
_ ---
_ Hum...Tchau.
Deu pra adivinhar que mais uma vez ela o havia posto para fora de casa por causa das drogas. Mas é sempre um pseudo-exílio, ele sempre volta e ela até tenta não ceder, mas mais tarde acabao acolhendo com esperanças de que ele largue esta vida. E da próxima vez que eu for lá ele vai estardeitado na rede da sala, vendo TV e comendo um grande sanduíche. Ela vai tentar me olhar como se nada tivesse acontecido, depois de tantas promessar que isso e que aquilo. Mas em seu olhar restará perceptível uma ponta de resignaçãoe ela vai engolir saliva tentando conter uma lágrima.
terça-feira, abril 25, 2006
sábado, abril 22, 2006
João Victor , o que é que há?
Ele conversa numa língua estranha, as poucas e repetidas palavras que lhe saem são quase* todas inteligíveis: ABÁ, TUTUTU, ULIA, XXXX, BUAB e por aí vai. Porém, os gestos e as expressões faciais que ele combina com estes sons que emite não deixam dúvidas. São de tanto deslumbramento perante o mundo! Coisa de levantar o braço e sorrir que só tem quem aprende a cada instante algo novo e se sente alegre com isso. Sem nem saber.E eu pouso meu olhar no pequeno que nem meu é, encantada e um pouco invejosa, enquanto ele brinca com tudo. Porque tudo que existe torna-se brinquedo seu. Ele se dá e brinca, todo curioso. Só às vezes é que me encara acidentalmente pra descobrir o que é que há no meu olhar. O que é que há?
*Digo quase, porque de vez em quando ele arrisca um MAMA, PAPA que faz parte da linguagem universal dos bebês.
quinta-feira, abril 20, 2006
O Desafio é: escrever um texto onde caiba a frase "mas amar não é ter sempre certeza"
_ Amor, qual é a raiz cúbica de 1728?
Ele ficou pensativo. E ela completou que se ele errasse era porque não a amava mais. Então ele falou:
_É 12,minha linda. Mas amar não é ter que ter sempre certeza.
É ela era extremamente sensível, e um pouco maluquinha.
http://www.orkut.com/CommMsgPost.aspx?cmm=241278&tid=13653948
domingo, abril 16, 2006
Sentei e conversei. Como se espera de uma pessoa adulta. Mas suspeito que ainda não sou eu esta pessoa...
sexta-feira, abril 14, 2006
quarta-feira, abril 12, 2006
Isso é Dasein
mas não importa: é a vida real
acordar de madrugada vindo de outro planeta
sentir-se só
uma criança num berço de ouro
e a ferrugem ao seu redor
os muros da cidade falavam alto demais
coisas que ela não podia mudar nem suportar
ela quis voltar para casa
cansou da violência que ninguém mais via
viu milhões de fotografias e achou todas iguais
ofereci abrigo, um lugar para ficar
ela me olhou como se soubesse desde o início
que eu também não era dali
e quando sorriu ficou ainda mais bonita
tinha a força de quem sabeque a hora certa vai chegar
lágrimas no sorrisomãe e filha, chuva e sol
segredos que não podia guardare não conseguia contar
ainda ando pelas mesmas ruas
a cidade cresce e tudo fica cada vez menor
agora eu sei que a vida não é um jogo de palavras cruzadas
onde tudo se encaixa
o que será que ela quis dizer?
5 letras, começando com a letra A...
conta pra mim o que te fez chorar
nunca mais quero te ver chorar
nunca mais...
(Nunca Mais _ Engenheiros do Hawaii)
* Clicando no título você acha a música pra ouvir :-)
sexta-feira, abril 07, 2006
D E S A B A F O
quinta-feira, abril 06, 2006
segunda-feira, abril 03, 2006
Desespero inesperado
Meu amor, o que há?
Estás deixando de me amar?
Porque sinto este oco de ti em mim?
Meu corpo percebe o seu vazio.
Tu descolas o sentimento que me tinhas do coração
Vens invisível passar uma borracha sob meus neurônios para deletar nossos bons momentosMas me dói tudo que de ti se vai
Me dói o que fica de nossas briguinhas tolas por nada
Briguinhas tolas por coisinhas tolas
Como uma luz acesa no momento errado
Ou uma torneira que, independente da nossa vontade, não quer parar de pingar
É assim que o amor se esvai?
Como se uma careta pudesse desmanchar tudo que vivemos
Somado a tudo que jamais vivemos, porém sonhamos em par...
E antecipo o choro pelo fim
O fim que se insinuas por vir
"nem tão longe que eu não possa ver, nem tão perto que eu possa tocar"
Talvez aches ser cedo para dizer
Mas um de meus tantos delírios
Pode um Bebê existir antes mesmo do ato de sua concepção?
Mas é o fim. Já o sinto.
É tudo que eu não quero
Tudo que eu não posso evitar
quinta-feira, março 30, 2006
Astronauta, tá sentindo falta da terra?
terça-feira, março 21, 2006
Arnaldo Jabor
O orkut é o infinito. É a minha certeira opinião.
ps. clique no título para ler todo o texto do Jabor. Engraçadíssimo!
Eu que fiz este e-mail pro pai. E sou exibida. E vou ganhar o tênis.
cartão de crédito que comprova a compra no dia em que a mesma ocorreu. O produto está aqui disponível para análise. Estou também com a caixa do sapato configurando a compra na loja ESPOSENDE em 15/12/2005. Tenho certeza que a Nike garantirá a troca do produto ao comprovar o defeito de fabricação e já agradeço antecipadamente. Abaixo segue o endereço e o telefone da loja onde comprei o Tênis Total 90 III IC , segue também meu endereço e telefone para contato:
LOJA ESPOSENDE: Av. Santos Dumond 3131- Lj. 119-120-127-128- Aldeota -Shopping Center Del Paseo - CEP 60.150-162. Fortaleza Ceará. Fone: ( 85) 34563666
CONSUMIDOR:
Edmilson L. P.
Rua XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Fone: **********
Como devo proceder diante de tal situação? Vocês entram em contato com a Loja?
Aguardo resposta.
Um abraço
Edmilson L. P.
domingo, março 12, 2006
quinta-feira, março 09, 2006
" Meu diário" (e minha necessidade de me apossar das coisas através dos pronomes possessivos
terça-feira, fevereiro 14, 2006
Issos
" Olhai os Lírio do Campo" _ Érico Veríssimo
" A Cura Quântica" _ Dr. Deepak Chopra
"O Indiferente e O Fim do Ciúme" _ Marcel Poust
Tudo paralelamente e a maior parte na bibicleta ergométrica. Daqui a pouco estou misturando as histórias.E com suor , também.
Hoje é aniversário do meu irmão mais novo, Paulinho, e eu estou descobrindo que gosto bem mais deste moleque do que eu pensava. Nem tenho mais medo de que me queiram pôr no lugar da mãe (pra ele), antes eu tinha horror a esta idéia. Cada um sabe de si e nós somos o que somos.
Tou pensando em passar o carnaval no Trairí, e espero em um mês não
tão distante fugir de férias pra Picos pra respirar outros ares, porque o ar de Fortaleza já não me agüenta mais.
E agora o q sinto é um desconforto abdominal e sede, mas fui pegar água na geladeira e tá com um gosto ruuuuuuuim. Apoto que colocaram a água fervida na garrafá. Fica podre!
É, eu tenho certeza que a mente pode muito mais do que eu acredito q ela possa. Talvez aind atenha receio de usar todo poder. Mas estamos aprendendo.
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Eu gosto de lutar. Mas englobe ao prêmio o abraço de queridos.


















