sexta-feira, abril 24, 2015

De quando eu fiz 31 anos. Hoje, caminho para os 33.


É muita cara-de-pau comer algo ligth hoje, se comi como se o mundo fosse acabar ontem? Porque sempre fica para mulher a responsabilidade de "apimentar o namoro"? Vou além, porque namoros devem ser "apimentados"? Porque eu não gosto da minha vida de vez em quando, como agora? Sinceramente " eu acho tudo isso um saco".

Fazer 31 anos não me fez bem, pelo jeito. Tudo começou com uns chocolates que ganhei de presente e inventei de comer. Lembrei como era bom, e comi mais. E achei melhor que qualquer coisa, e comi até não poder mais. Só que eu morri de comer e não morri. E como sempre existe amanhã, eu muitas vezes não sei o que fazer com ele. Certo, eu sei que não sou um monstro, mas sei que dentro de mim mora um. Ninguém sabe, talvez pouca gente desconfie.

Sim, estou confusa. Sim, me sinto perdida. Sim, careço de sentido e invejo pessoas que têm certeza. Por mais que eu discorde do que ela acredita. Admiro sua determinação, seu norte, aquilo que lhe mantém em equilíbrio enquanto eu oscilo. Às vezes sinto que viver seria tão mais fácil se, simplesmente, eu não fosse eu; e sim alguém com certeza absoluta. Absoluta.

Eu tenho tanto amor pra dar que bate na trave e vai não sei pra onde. O amor não sái direito, e me resto ríspida.

A gente deveria poder pausar a vida de vez em quando. Até que surgissem os pensamentos felizes. Já não sei se caem do céu ou se se planta. Me esforço para sorrir, mas não acho que valha se não é natural. Sorrio estranho, desconfiada. Sorrio como quem pergunta se pode.

Me sinto desconsertada. No lugar errado, na hora errada, com a roupa errada. Sou muito diferente das pessoas ao meu redor. Elas parem confortáveis consigo. Como eu queria ser assim, ou ser invisível; ou não ser.

E ainda assim sei tão pouco de mim.

*este texto estava como rascunho, nem me lembrava que ele existia; li hoje e resolvi publicar.

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